Fontes que relataram alegações de má conduta sexual contra um ator conhecido por seu papel em “Doctor Who” expressaram preocupação de que um prêmio honorário da Bafta pudesse torná-lo “intocável” e agravar seu comportamento. De acordo com depoimentos no tribunal, as testemunhas temiam que o reconhecimento público pudesse reforçar sua impunidade, levando a ações mais graves. O caso foi discutido em audiência, onde se debateu se as alegações tinham como objetivo prejudicar a reputação do ator, como ele alega.
A jornalista Sirin Kale, coautora das reportagens sobre o caso, afirmou que não há indícios de que as fontes tenham agido em conjunto para difamar o ator. As informações sugerem que as preocupações eram legítimas e baseadas em experiências anteriores, embora o ator negue veementemente as acusações. O prêmio, que acabou sendo suspenso após as denúncias, tornou-se um ponto central no debate sobre como instituições culturais lidam com alegações de má conduta.
O caso destaca a complexidade de equilibrar reconhecimento profissional e responsabilidade ética, especialmente em indústrias onde o poder e a influência podem silenciar vítimas. A Bafta, que inicialmente planejava homenagear o ator, revisou sua decisão após as alegações, mostrando a crescente pressão por transparência e accountability no meio artístico. O processo judicial continua, com ambos os lados apresentando seus argumentos.