O curta-metragem “Corpo Negro”, lançado no Rio de Janeiro, busca chamar atenção para as desigualdades raciais no atendimento médico, retratando a jornada de um homem negro que enfrenta indiferença de profissionais de saúde. Produzido como parte do projeto Mediversidade, uma iniciativa de institutos ligados a grupos educacionais, o filme reforça a necessidade de reflexão sobre o racismo estrutural na área da saúde. O projeto também inclui medidas para promover maior diversidade no ensino médico, como cursos de letramento étnico-racial, ampliação de vagas afirmativas e revisão curricular.
Text: Dados apresentados no filme e em estudos recentes revelam disparidades alarmantes. Pesquisas mostram que mulheres negras têm maior probabilidade de receber diagnósticos tardios de câncer de mama, enquanto pacientes negros enfrentam mais erros médicos e hospitalizações evitáveis. Além disso, a mortalidade materna entre mulheres negras é mais que o dobro em comparação com mulheres brancas. Nos EUA, estudos apontam que pacientes negros com Alzheimer recebem diagnósticos mais tarde e têm menos acesso a exames especializados.
Text: A falta de representatividade também é um desafio: apenas 2,8% dos formados em medicina no Brasil se declaram pretos, segundo o Censo 2022. O projeto Mediversidade propõe ações como bolsas integrais para estudantes negros, uso de manequins negros em aulas e incentivo a pesquisas sobre diversidade. O objetivo é combater a invisibilidade de pacientes negros e promover um sistema de saúde mais equitativo.