Durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) à Presidência da República, realizado nesta sexta-feira (4) em Salvador (BA), o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “já acabou” e que a eleição presidencial de 2026 começou de forma antecipada.
Em discurso incisivo, o ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro declarou que a população não suporta mais a atual gestão. “A gente precisa mudar o Brasil em 2026. Ninguém aguenta mais o governo Lula. Tenho certeza que os partidos de centro e de direita vão se unir para derrotar o PT”, afirmou Moro.
Críticas a José Dirceu
Moro também voltou a criticar o ex-ministro José Dirceu, cuja condenação na operação Lava Jato foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023. Para o senador, é inaceitável que Dirceu ainda tenha voz na política nacional.
“O próprio José Dirceu devia estar banido da vida pública. Ele foi condenado pela Lava Jato e pelo Mensalão. Um cidadão com esse histórico falando em nome do PT e do governo Lula é uma vergonha. Por isso que digo: o governo Lula já acabou”, afirmou o senador.
Em 2016, Dirceu foi condenado a mais de 23 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A sentença foi assinada pelo próprio Moro, à época juiz federal responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba.
Caiado apresenta pré-candidatura como alternativa da direita
O evento marcou o lançamento oficial da pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência em 2026. Em entrevista à CNN na véspera, o governador de Goiás disse estar preparado para o debate político e destacou que pretende percorrer o país apresentando suas propostas.
Caiado também citou outros nomes da direita que podem disputar o Palácio do Planalto, como os governadores Romeu Zema (MG), Ratinho Júnior (PR) e Tarcísio de Freitas (SP). Segundo ele, a multiplicidade de pré-candidaturas não é problema, e o importante, neste momento, é dialogar com a população. “A opinião de A ou B agora é acessória. O essencial é andar o Brasil e ouvir as pessoas”, declarou.