O senador Cory Booker protagonizou um discurso histórico no Senado dos Estados Unidos, durando mais de 24 horas, para protestar contra as políticas do governo atual. Sua fala, que quebrou o recorde de duração no plenário, foi marcada por críticas aos cortes em programas sociais, como Medicaid e Previdência Social, e ao que ele descreveu como um desmonte das instituições democráticas. Booker enfatizou que seu protesto não era partidário, mas sim um “momento moral”, buscando mobilizar a base democrática frustrada com recentes concessões ao partido adversário.
Além de abordar questões domésticas, o senador também criticou a política externa da administração atual, destacando o impacto negativo nas relações com aliados tradicionais. Sua estratégia de ocupar o plenário por tanto tempo, embora não tecnicamente um filibuster, chamou a atenção de milhares de espectadores online e foi elogiada por colegas de partido como um ato de resistência. Booker usou cartas de eleitores e citações de ícones dos direitos civis para reforçar seu apelo por ação urgente contra o que chamou de “crise nacional”.
A iniciativa surge em um momento de divisão entre os democratas, com muitos progressistas insatisfeitos pela falta de oposição mais firme às políticas do governo. Analistas veem o discurso como uma tentativa de reenergizar a base e reposicionar Booker como uma liderança destacada na resistência. Embora o impacto legislativo direto seja limitado, o protesto simboliza uma tentativa de reafirmar os valores do partido e pressionar por uma postura mais combativa diante das próximas eleições.