Em pronunciamento no Plenário, um senador criticou a licitação da Academia da Força Aérea Brasileira (FAB), que prevê quase R$ 10 milhões para a compra de alimentos, incluindo itens como sorvetes, doces e chicletes. O parlamentar afirmou que os gastos são incompatíveis com a realidade da população, classificando-os como “um murro na cara do povo brasileiro”. Ele destacou que, embora muitas pessoas enfrentem dificuldades para garantir alimentação básica, recursos públicos estão sendo direcionados para itens considerados supérfluos.
Além disso, o senador questionou um pedido feito pelo ministro do STF para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a possível prisão de um ex-presidente. Ele comparou o caso a um julgamento em curso no Supremo que pode anular condenações de um ex-ministro envolvido em operações anteriores. O parlamentar argumentou que há incoerência em ações judiciais quando figuras do passado, com histórico de desvios, buscam retornar à cena política.
As críticas levantadas refletem preocupações com o uso de recursos públicos e a imparcialidade do sistema judicial. O discurso destacou a necessidade de transparência e coerência nas decisões que afetam tanto as finanças do país quanto a justiça. O tom adotado pelo senador buscou enfatizar a responsabilidade dos agentes públicos perante a sociedade.