A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um requerimento para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, envie esclarecimentos sobre a aquisição do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). O documento, proposto por um senador, levanta dúvidas sobre o controle acionário, a gestão do Master após a compra e os critérios de segregação de ativos. Além disso, questiona se os depósitos do Master representam quase metade da liquidez do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o que poderia representar um risco sistêmico.
O requerimento também solicita detalhes sobre a operação, como o percentual de ações adquiridas e o novo desenho societário, além de alertar para possíveis riscos de contaminação do patrimônio do BRB por ativos problemáticos do Master. O senador argumentou que a transação pode superestimar o valor real do Master, especialmente devido a sua carteira de ativos controversos, como precatórios e ações de empresas em dificuldade.
A análise da aquisição pelo Banco Central deve levar meses, seguindo os trâmites regulatórios, incluindo a avaliação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Enquanto isso, o BC já recebeu os documentos iniciais e aguarda complementações, se necessário. O BRB e o Master aguardam a conclusão do processo, que será conduzido conforme as normas do Conselho Monetário Nacional.