O mês de março de 2025 registrou o menor volume de chuvas em Piracicaba (SP) na última década, com apenas 68,9 mm de precipitação, bem abaixo da média histórica de 140,9 mm. A estiagem, combinada com temperaturas acima da média—atingindo máximas de 35,5°C—comprometeu severamente a produção agrícola, especialmente a de cana-de-açúcar. O vice-presidente da Coplacana destacou que a falta de umidade afetou tanto o plantio quanto a colheita, enquanto produtores locais relataram perdas em cultivos como banana e pastagens.
A situação é agravada pelo contexto das mudanças climáticas, com o pesquisador Fábio Marin, da Esalq/USP, atribuindo o aumento das temperaturas ao uso de combustíveis fósseis. Fevereiro de 2025 já havia batido recordes de calor, com média de 32,5°C, a mais alta em 108 anos. A seca também reduziu a vazão do Rio Piracicaba em 70%, embora os níveis ainda não críticos para o abastecimento.
Apesar da previsão de chuvas no início de abril, a conscientização sobre o uso racional da água segue urgente. A irrigação surge como alternativa estratégica para mitigar os efeitos da seca, mas a longo prazo, o cenário exige políticas para reduzir emissões de CO2 e adaptar a agricultura às novas realidades climáticas.