O São Paulo encerrou 2024 com uma dívida total de R$ 968,2 milhões, valor abaixo da expectativa inicial de R$ 1 bilhão, mas ainda considerado alarmante. O déficit anual foi de R$ 287 milhões, superando as receitas do clube, que somaram R$ 731,9 milhões. Um relatório do Conselho Fiscal aponta que, se excluídos recebíveis futuros e um aporte de R$ 117,3 milhões do FIDC, a dívida efetivamente ultrapassaria a marca de R$ 1 bilhão. O crescimento do endividamento em R$ 301,5 milhões em um ano foi classificado como “muito preocupante”.
A apresentação do balanço gerou tensão entre a diretoria e conselheiros de oposição, já que o prazo estatutário de 31 de março não foi cumprido. A reunião para aprovação das demonstrações financeiras, inicialmente marcada para 2 de abril, foi adiada devido a um jogo da Libertadores e ocorrerá em 8 de abril. Paralelamente, o clube busca aliviar sua situação com o FIDC, que reduz juros da dívida, e com a renovação do patrocínio máster da Superbet, previsto para injetar R$ 678 milhões até 2030.
Apesar das medidas, o primeiro trimestre de 2025 ainda deve fechar no vermelho, com a meta de equilibrar as contas até o fim do ano. A renovação com a Superbet, mesmo sem pagamento integral imediato, é vista como estratégica para cumprir as exigências do FIDC. O acordo também inclui cláusulas de desempenho que podem elevar o valor total para R$ 1 bilhão, além de cobrir parte do salário do meia Oscar, recentemente repatriado.