Em 2024, cerca de 20 profissões no Brasil pagaram menos que um salário mínimo de R$ 1.412, segundo levantamento da consultoria LCA 4intelligence. O estudo analisou dados de 428 ocupações no quarto trimestre do ano, revelando que trabalhadores como cuidadores de crianças, artesãos e ambulantes receberam valores significativamente inferiores ao piso nacional. Enquanto a média salarial do país atingiu R$ 3.225 – a maior já registrada –, a disparidade ficou evidente com 40 profissões ultrapassando R$ 10 mil mensais.
Entre as ocupações mais prejudicadas, acompanhantes e criados particulares tiveram a menor remuneração, com média de R$ 405 por mês, seguidos por carregadores de água e coletores de lenha (R$ 579) e pescadores (R$ 849). Profissões como costureiros, trabalhadores florestais e vendedores ambulantes também figuraram na lista, com salários entre R$ 900 e R$ 1.300. A diferença entre os extremos salariais escancara a desigualdade no mercado de trabalho brasileiro.
O relatório destaca que, mesmo em ocupações essenciais, como cuidadores de crianças (R$ 1.395) e trabalhadores da agricultura (R$ 1.151), os valores ficaram próximos ou abaixo do mínimo. A análise reforça a necessidade de políticas públicas para equilibrar a remuneração, especialmente em setores com alta demanda mas baixa valorização financeira.