O Reino Unido apresentou um plano para a criação de um fundo supranacional destinado a financiar e adquirir equipamentos militares em conjunto com países europeus. A proposta, ainda em fase inicial e não oficial, visa preencher uma lacuna de centenas de bilhões de euros no setor de defesa, oferecendo taxas de empréstimo favoráveis e estoques compartilhados de armamentos. O fundo seria respaldado por garantias soberanas e capital próprio, permitindo financiar projetos de defesa e aquisições diretas, como peças para tanques, munições e aeronaves, sem impactar imediatamente os orçamentos nacionais.
A iniciativa surge em um contexto de preocupação com a segurança europeia, especialmente devido às incertezas sobre o comprometimento dos Estados Unidos na região. Muitos países enfrentam pressão para aumentar gastos com defesa, mas esbarram em limitações orçamentárias e altos déficits. O fundo proposto permitiria que os participantes adquirissem equipamentos sob demanda, reduzindo custos iniciais e melhorando a eficiência na gestão de estoques, além de beneficiar empresas menores do setor e facilitar exportações.
Diferentemente de mecanismos existentes na União Europeia, o novo fundo incluiria países fora do bloco, como Reino Unido e Noruega, e contornaria restrições do Banco Europeu de Investimento, que não financia diretamente a produção de armas. A proposta busca oferecer uma solução prática para os desafios de financiamento coletivo, promovendo maior cooperação estratégica entre as nações envolvidas.