O governo dos Estados Unidos iniciou nesta terça-feira (1º) uma grande reestruturação no Departamento de Saúde e em agências federais vinculadas, resultando na demissão de 10 mil funcionários. As dispensas foram comunicadas por e-mail ou quando os crachás dos empregados deixaram de funcionar ao chegarem ao trabalho. Entre as agências afetadas estão a FDA (responsável por aprovar medicamentos), o CDC (que atua no combate a epidemias) e o NIH (dedicado a pesquisas médicas). Alguns funcionários de alto escalão receberam ofertas para se transferir para locais remotos, como Alasca ou Oklahoma.
A medida faz parte de uma reforma mais ampla anunciada pelo secretário de Saúde, que visa redirecionar os esforços do departamento para a prevenção de doenças crônicas. No entanto, a demissão de líderes com amplo conhecimento institucional levantou preocupações, especialmente em meio a um surto de sarampo e ao risco de uma possível pandemia de gripe aviária. Ex-funcionários, como um ex-comissário da FDA, alertaram que a perda de expertise pode comprometer a segurança e o desenvolvimento de produtos.
A redução de pessoal deve diminuir os custos em 1,8 bilhão de dólares anuais, valor considerado insignificante diante do orçamento total do departamento, que chega a 1,8 trilhão de dólares. Enquanto isso, críticos temem que a retórica do secretário de Saúde, que minimiza a importância das vacinas e sugere medidas controversas contra a gripe aviária, possa agravar os desafios enfrentados pelo sistema de saúde americano.