O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 10% sobre todas as importações do país, além de taxas mais altas para alguns dos maiores parceiros comerciais, intensificando as tensões na guerra comercial iniciada em seu retorno à Casa Branca. A medida gerou respostas imediatas de líderes mundiais, que expressaram preocupação com os impactos econômicos e a possível escalada de conflitos comerciais. Autoridades destacaram que as tarifas podem prejudicar não apenas as relações bilaterais, mas também o crescimento global e o comércio internacional.
Entre as reações, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que as medidas “mudarão fundamentalmente o sistema de comércio internacional” e que o país adotará contramedidas. Já o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, criticou as tarifas como “injustificadas” e afirmou que não retaliará, evitando uma “corrida ao fundo do poço”. Líderes europeus, como o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, lamentaram a decisão e reforçaram a necessidade de diálogo para evitar uma guerra comercial que fragilizaria o Ocidente.
Outros países, como Espanha, Suécia e Suíça, destacaram seu compromisso com o livre comércio e a proteção de suas economias, enquanto a Colômbia afirmou estar analisando as medidas para defender seus exportadores. O anúncio também reacendeu debates sobre o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC) na mediação de disputas. As repercussões sugerem um cenário de incerteza, com potencial para afetar preços, empregos e a cooperação econômica global.