Milhares de pessoas protestaram em Budapeste contra uma lei aprovada pelo Parlamento húngaro que proíbe a marcha anual do Orgulho LGBTQ+. Os críticos argumentam que a medida, justificada pelo governo como proteção às crianças, representa uma restrição às liberdades democráticas e pode ser usada para reprimir opositores políticos antes das eleições de 2026. A lei permite o uso de reconhecimento facial para identificar participantes e aplicar multas, levantando preocupações sobre abuso de poder.
O primeiro-ministro afirmou que os protestos são prova de que a democracia não está ameaçada, classificando as manifestações como provocação. No entanto, participantes do ato, o terceiro contra reformas recentes, expressaram receios sobre o futuro da democracia no país. Embora o governo insista na necessidade da lei, organizadores da marcha LGBTQ+ planejam realizá-la apesar da proibição, argumentando que o evento não representa risco para menores.
Vinte e duas embaixadas, incluindo as de França, Alemanha e Reino Unido, emitiram uma declaração conjunta criticando a legislação por limitar a liberdade de expressão e reunião pacífica. A ausência dos Estados Unidos no comunicado chamou atenção. O debate reflete tensões políticas mais amplas, com o governo enfrentando crescente oposição enquanto se prepara para as eleições parlamentares.