O Brasil tem chamado a atenção dos Estados Unidos devido às suas políticas comerciais protecionistas, mesmo não estando entre os maiores parceiros comerciais do mundo. Lucas Ferraz, coordenador do Centro de Estudos de Negócios Globais da FGV, alerta que o país precisa reavaliar suas barreiras tarifárias e não tarifárias para evitar retaliações. Com uma das maiores médias de tarifas de importação globais, o Brasil se encontra em uma posição delicada, especialmente diante da possibilidade de medidas punitivas por parte dos EUA.
Ferraz destaca que o Brasil não pode ser comparado a grandes players do comércio internacional, como China ou União Europeia, mas ainda assim figura em uma lista de nações com “irritantes comerciais” para os americanos. O ex-secretário de Comércio Exterior ressaltou que o país tem poucas opções para se defender de possíveis tarifas, dado seu histórico de barreiras técnicas e sanitárias. Essa situação, segundo ele, coloca o Brasil em um cenário vulnerável, mesmo com um déficit comercial em relação aos EUA.
O especialista sugere que uma revisão das políticas protecionistas poderia melhorar a posição brasileira no cenário global e reduzir riscos de conflitos comerciais. A análise reflete preocupações mais amplas sobre o isolamento do país em negociações internacionais, destacando a necessidade de estratégias mais alinhadas com as práticas do comércio mundial. O debate ganha relevância em um momento em que medidas tarifárias voltam a ser discutidas como ferramentas de pressão econômica.