O Ministério Público da Espanha anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal contra a decisão que absolveu um atleta acusado de agressão sexual em uma boate de Barcelona. O Tribunal de Justiça da Catalunha havia anulado a condenação anterior, de quatro anos e seis meses de prisão, por considerar insuficientes as provas e questionar a confiabilidade do testemunho da acusadora. O jogador, que nega as acusações, estava em liberdade condicional após pagar uma fiança de 1 milhão de euros e ainda teria parte da pena original a cumprir.
A decisão gerou controvérsia, especialmente entre grupos feministas, que organizaram protestos em Barcelona, criticando o que consideram um retrocesso na luta contra a violência de gênero. Representantes da acusadora manifestaram insatisfação e estudam novas medidas legais, enquanto autoridades políticas também se pronunciaram, com a vice-primeira-ministra espanhola classificando o caso como “vergonhoso” antes de se retratar parcialmente.
O caso teve repercussão além do âmbito judicial, afetando a carreira do atleta, que teve seu contrato rescindido por um clube mexicano em 2023. Enquanto o time busca indenização por quebra de contrato, a defesa do jogador prepara ações judiciais contra o clube. O debate continua, refletindo tensões sociais mais amplas sobre justiça, gênero e credibilidade de testemunhos.