Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe a destinação de 3% do faturamento bruto de shows musicais no Brasil para um fundo dedicado ao desenvolvimento profissional rural e urbano. O “Fundo de Desenvolvimento Profissional Rural e Urbano (FDPRU) – Música que Transforma” financiará programas de qualificação, com recursos de shows sertanejos sendo direcionados para o setor rural, focando em tecnologias sustentáveis, e de outros gêneros musicais para áreas urbanas, com ênfase em inovação e inclusão social.
A proposta ainda prevê incentivos fiscais para artistas e produtores que contribuírem com o fundo, como redução de impostos e prioridade em patrocínios, além de visibilidade em campanhas oficiais. O autor do projeto argumenta que a medida busca aliar o poder de mobilização da música à necessidade de investir na capacitação da força de trabalho brasileira, tanto no campo quanto nas cidades.
O texto será analisado por comissões temáticas da Câmara, incluindo Agricultura, Cultura e Finanças, antes de seguir para o Senado. Se aprovado, a lei poderá criar um novo mecanismo de financiamento para políticas públicas de desenvolvimento profissional e inclusão social, vinculando o setor cultural a iniciativas de impacto socioeconômico.