O PL 2.858/2022, que propõe anistia aos condenados pelos atos extremistas de 8 de janeiro, tem mobilizado partidos na Câmara dos Deputados. O Partido Liberal (PL), liderando os apoios, conta com 82 de seus 92 deputados favoráveis ao projeto, seguido por União Brasil (24 de 59) e Republicanos (14 de 45). Apesar do interesse de algumas bancadas, o presidente da Casa, Hugo Motta, mantém resistência em pautar a proposta, mesmo sob pressão de obstruções nas comissões.
Para acelerar a tramitação, seriam necessárias 257 assinaturas, mas o requerimento de urgência tem apenas 165 apoiadores até o momento. Líderes de outros partidos, como o PT, avaliam que a estratégia do PL está fragilizada, com o líder da legenda bolsonarista optando por coletar assinaturas individualmente, após pedido de Motta para que líderes partidários não endossem o projeto. A mudança de tática foi criticada por aliados do governo como uma medida “kamikaze”.
O impasse reflete a divisão no Congresso, onde partidos como MDB, PSD e PP também registram apoios menores ao texto. Enquanto o PL busca alternativas para pressionar a votação, a resistência de Motta e a falta de consenso entre as bancadas indicam que o projeto enfrentará dificuldades para avançar no curto prazo.