A produção de petróleo e gás natural em campos terrestres no Brasil está projetada para ultrapassar 300 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2028, marcando um retorno aos patamares de 2016. No entanto, a partir de 2029, espera-se um declínio modesto, para 295 mil boed, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O crescimento até 2028 reflete a recuperação após anos de queda, que atingiu seu ponto mais baixo em 2022, com apenas 206.792 boed.
A ANP atribui a retomada a medidas regulatórias implementadas nos últimos anos, como a redução de royalties para produção incremental e regras claras para extensão de contratos de concessão. Além disso, o desinvestimento da Petrobras em campos terrestres a partir de 2019 permitiu a entrada de mais de 50 empresas independentes, diversificando o setor e atraindo novos investimentos. Essas ações foram essenciais para reverter a tendência de declínio observada desde 2004.
Apesar do cenário positivo, a agência ressalta que a sustentabilidade da produção depende da manutenção dessas políticas e do contínuo interesse dos operadores. Com previsões de crescimento até 2028, o setor demonstra resiliência, mas o pequeno recuo em 2029 indica a necessidade de estratégias de longo prazo para garantir a estabilidade da produção onshore no país.