A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um parecer favorável à prisão preventiva de um influenciador digital, réu em processo relacionado aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo a PGR, o acusado descumpriu deliberadamente uma medida cautelar alternativa à prisão, demonstrando desrespeito às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A justificativa para a custódia seria garantir a aplicação da lei penal, já que o indivíduo permanece no exterior há mais de 20 dias, em situação considerada injustificada pelas autoridades.
O STF já havia negado um recurso da defesa, mantendo a decisão que tornou o influenciador réu por suposta participação ativa nos atos golpistas. A denúncia da PGR aponta envolvimento no planejamento e execução dos eventos, embora o acusado negue qualquer tentativa de golpe. Em declarações à imprensa, ele afirmou buscar asilo político para preservar sua integridade, alegando perseguição política.
O caso segue em tramitação, com a PGR sustentando que a prisão preventiva é necessária diante do risco de descumprimento das obrigações judiciais. Enquanto isso, o influenciador insiste em sua inocência e no direito de permanecer no exterior até a conclusão do processo. A situação ilustra os desdobramentos contínuos dos eventos de janeiro de 2023 e os desafios jurídicos envolvendo os investigados.