O procurador-geral do Maranhão solicitou ao STF e à PGR que investiguem dois assessores de um ministro por suposto repasse indevido de dados sigilosos. Segundo ele, os servidores acessaram e compartilharam documentos internos da Procuradoria do Estado para embasar uma ação judicial movida por um partido político. O caso estaria relacionado a uma disputa envolvendo o afastamento do próprio procurador, acusado de descumprir uma decisão do Supremo.
Os assessores teriam realizado mais de 130 acessos ao sistema eletrônico da PGE-MA em um único dia, buscando documentos vinculados a processos públicos. O procurador alega que as ações configuram retaliação, já que ele próprio investiga um deputado estadual ligado ao partido em questão. Além disso, os acessos teriam contribuído para a demissão de um gestor público por nepotismo, caso já em análise pelo STF.
Ambos os servidores negaram qualquer irregularidade, afirmando que os acessos foram legítimos e realizados em processos públicos. Eles destacaram que atuam dentro da legalidade e estão à disposição para esclarecimentos. O caso agora depende de apuração pelas autoridades competentes para determinar se houve violação de sigilo ou uso indevido de informações.