O presidente completou dois anos e três meses de seu terceiro mandato, marcando o momento com um evento fora do Palácio do Planalto para destacar as ações do governo. A cerimônia, diferente dos formatos tradicionais, foi conduzida por apresentadoras e contou com a presença de ministros, aliados e militantes. Apesar dos esforços para modernizar a comunicação, incluindo a nomeação de um novo ministro para a Secom, a estratégia ainda não reverteu a queda na aprovação.
Pesquisas recentes mostram que a desaprovação do governo atingiu 56%, o pior índice desde o início do mandato. Embora o governo destaque a retomada de programas sociais e indicadores econômicos positivos, como geração de empregos e crescimento do PIB, fatores como o aumento dos preços dos alimentos e preocupações com segurança pública pesam na avaliação popular. O presidente ainda não definiu se buscará a reeleição em 2026, cenário em que teria um empate técnico com seu principal adversário.
Entre os desafios, está a promessa não cumprida de enviar ao Congresso uma proposta para ampliar a participação da União na segurança pública. Especialistas apontam que essa lacuna, somada à insatisfação com questões cotidianas, contribui para o desgaste da imagem governamental. O evento de balanço buscou reforçar a narrativa de um “Brasil dando a volta por cima”, mas a conexão com a população segue sendo um obstáculo a ser superado.