O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas recíprocas a produtos brasileiros, afirmando que o governo não tolerará medidas protecionistas. Durante um evento para apresentar um balanço de seus dois anos e três meses de mandato, ele destacou a soberania do país e a necessidade de reciprocidade nas relações comerciais. O Congresso Nacional aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao Brasil retaliar medidas consideradas injustas, descumprindo, se necessário, regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O evento, realizado fora do Palácio do Planalto, teve um formato diferenciado, com apresentadoras conduzindo a cerimônia e o presidente discursando brevemente após ocupar um lugar na plateia. A ocasião serviu para destacar avanços em programas sociais e indicadores econômicos, como geração de empregos e crescimento do PIB. No entanto, a popularidade do governo enfrenta desafios, com pesquisas apontando aumento na desaprovação, atribuída a fatores como alta nos preços dos alimentos e preocupações com segurança pública.
Apesar dos esforços para melhorar a comunicação, incluindo a nomeação de um novo ministro para a Secom, a estratégia ainda não reverteu a queda na aprovação. Enquanto isso, o governo prometeu enviar ao Congresso uma proposta para ampliar a participação federal na segurança pública, medida ainda não concretizada. O cenário político também é marcado por especulações sobre uma possível reeleição, com pesquisas indicando um empate técnico entre o atual presidente e seu principal adversário em um eventual segundo turno.