O presidente brasileiro criticou as recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos importados, que variam de 10% a 50%, afirmando que o Brasil não se submete a interesses estrangeiros. Durante um evento para apresentar um balanço das ações de seu governo, ele destacou a defesa da democracia, do multilateralismo e do livre comércio, rejeitando medidas protecionistas. “Um país que não tolera ameaça à democracia e não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a verde e amarela”, declarou, reforçando a soberania nacional.
O líder brasileiro mencionou a aprovação de uma lei de reciprocidade econômica pelo Congresso Nacional, que estabelece critérios para responder a ações comerciais consideradas prejudiciais ao país. Ele afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger empresas e trabalhadores brasileiros, seguindo as diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC). A lei, aprovada em votação simbólica, aguarda agora a sanção presidencial para entrar em vigor.
Enquanto isso, o presidente dos EUA justificou as tarifas como uma medida tardia para equilibrar relações comerciais, classificando-as como “gentis”. A decisão gerou tensões, com o Brasil reiterando sua disposição de agir dentro das normas internacionais para garantir tratamento justo. O cenário evidencia um debate mais amplo sobre protecionismo e comércio global, com o país sul-americano buscando manter sua posição sem confrontos diretos.