As prefeituras de Betim e Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, solicitaram ao governo de Minas Gerais uma alteração no traçado planejado para o Rodoanel Metropolitano. O projeto, orçado em R$ 32 bilhões, visa integrar oito cidades e reduzir o tráfego de caminhões na capital, mas as administrações locais argumentam que o desenho atual impacta áreas urbanas densamente povoadas e zonas de preservação ambiental. As cidades propõem um novo trajeto, que evitaria desapropriações e reduziria custos em cerca de R$ 2 bilhões, segundo o prefeito de Betim.
O governo estadual, que já licitou a obra para uma empresa italiana, prevê o início das construções em outubro de 2025, com conclusão em 2028. O secretário de Infraestrutura destacou os benefícios logísticos e a redução de acidentes, mas afirmou que há tempo para diálogo com os municípios antes da chegada das obras a Betim e Contagem, estimada para 2027. Enquanto isso, as prefeituras avaliam não conceder licenças caso o traçado não seja revisto.
A discussão envolve equilibrar os interesses de desenvolvimento regional e minimizar impactos sociais e ambientais. O governo mineiro busca conciliar as demandas, enquanto as cidades defendem que a alternativa proposta seria mais eficiente e menos disruptiva. A empresa responsável pela obra aguarda a definição final do traçado para se manifestar.