A poluição sonora é a principal queixa ambiental registrada em Goiânia, segundo a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma). Nos primeiros três meses da atual gestão, foram realizadas 725 vistorias, resultando em 161 notificações e 90 autos de infração. As reclamações são mais frequentes em áreas movimentadas, como o Setor Marista, especialmente durante as noites de quinta a sábado. A fiscalização tem atuado de forma rigorosa, seguindo a legislação federal que estabelece o limite de 50 decibéis, após um período de divergência com a norma municipal.
Para comprovar as irregularidades, as equipes medem os níveis de ruído diretamente no local da denúncia, já que o som pode se propagar de forma diferente em apartamentos e prédios. Estabelecimentos infratores enfrentam multas a partir de R$ 5 mil e, em casos de reincidência, podem ser interditados até a adequação acústica. Recentemente, três bares no Setor Marista foram fechados por operarem sem licenças ambientais e por reincidência em poluição sonora, levando a discussões entre a Prefeitura e representantes do setor sobre agilizar processos de regularização.
Apesar dos desafios, incluindo resistência durante as fiscalizações, a Amma reforça que o objetivo é equilibrar o funcionamento dos estabelecimentos com o direito ao sossego da população. A Prefeitura avalia a adoção de Termos de Ajuste de Conduta (TAC) para permitir que os locais se regularizem sem interrupção das atividades. A medida busca reduzir conflitos e promover uma convivência mais harmoniosa na cidade.