A ONG WWF-Brasil, com apoio de frentes parlamentares, lançou um plano de mitigação para reduzir os impactos do mercúrio no ambiente amazônico e nas populações locais. O documento, elaborado por cientistas e lideranças comunitárias, propõe estratégias como monitoramento contínuo dos níveis de mercúrio em rios e na saúde das pessoas, além de programas para analisar a contaminação em peixes consumidos na região. A biomédica Gabriela Fonseca destacou a urgência do tema, alertando que a contaminação já está disseminada e que o foco deve ser na quantificação dos danos.
O plano também sugere medidas como instalação de sistemas de tratamento de água, proteção de nascentes e fiscalização rigorosa para evitar novos focos de poluição. A professora Linara Assunção defendeu a aprovação de um projeto de lei que cria uma política nacional para prevenir a exposição ao mercúrio, atualmente em análise no Senado. O deputado Nilto Tatto, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, espera que o plano ajude a superar resistências no Congresso a propostas mais rigorosas, incluindo a proibição total do uso do mercúrio em mineração e tratamentos dentários.
A deputada Célia Xakriabá criticou setores econômicos que tentam barrar projetos ambientais no Legislativo e afirmou que o combate ao mercúrio será levado às discussões preparatórias da COP 30, marcada para novembro em Belém. Ela enfatizou a necessidade de equilibrar economia e sustentabilidade, defendendo um modelo que não coloque vidas em risco.