Aos 20 anos, a fotógrafa Sarah Mei Herman viu seu meio-irmão Jonathan nascer e, desde então, dedicou as duas décadas seguintes a registrar momentos íntimos entre ele e o pai. Seu trabalho, marcado por uma abordagem sensível e pessoal, transformou-se em um documento visual sobre laços familiares, crescimento e a passagem do tempo. As imagens revelam não apenas a relação entre pai e filho, mas também refletem a própria jornada da artista em entender sua família.
Ao longo dos anos, Herman explorou temas como identidade, ausência e presença, usando a câmera como ferramenta para conectar-se com sua história. As fotografias, muitas vezes feitas em ambientes domésticos, destacam a beleza dos detalhes cotidianos e a profundidade dos vínculos afetivos. Seu estilo discreto e observador permite que as emoções surjam de forma orgânica, sem interferências.
O projeto, que começou como uma forma de documentar a vida do irmão mais novo, acabou se tornando um registro universal sobre amor, paternidade e memória. As imagens transcendem o pessoal, oferecendo ao público uma reflexão sobre como as famílias se constroem e se transformam. O trabalho de Herman é um testemunho do poder da fotografia para preservar histórias que, de outra forma, poderiam se perder no tempo.