Os preços do petróleo tiveram uma queda acentuada nesta quinta-feira, marcando o maior recuo percentual desde 2022. O Brent fechou a US$70,14 por barril, com queda de 6,42%, enquanto o WTI caiu 6,64%, para US$66,95. A decisão da Opep+ de aumentar a produção em 411 mil barris por dia, acima dos 135 mil inicialmente planejados, foi um dos principais motivos para a desvalorização, somando-se às preocupações com as novas tarifas de importação anunciadas pelos Estados Unidos.
A combinação entre o aumento da oferta e a perspectiva de menor crescimento econômico global pressionou os preços para baixo. Especialistas destacam que a demanda por petróleo está diretamente ligada à saúde da economia, e as tarifas impostas pelo governo norte-americano podem intensificar tensões comerciais, reduzindo ainda mais a procura por combustíveis. Os mercados já operavam em queda antes da reunião da Opep+, refletindo o temor dos investidores diante de possíveis impactos negativos no comércio internacional.
Apesar da isenção concedida a importações de petróleo, gás e derivados, as medidas tarifárias amplas anunciadas na quarta-feira geraram incertezas. Analistas avaliam que o cenário pode inaugurar um novo período de volatilidade no mercado de commodities, com os preços do petróleo respondendo a pressões tanto da oferta quanto da demanda. A situação reforça os desafios para um setor que já enfrenta flutuações significativas nos últimos anos.