Os contratos futuros de petróleo registraram forte queda nesta quinta-feira (3), revertendo ganhos acumulados nas últimas semanas. O movimento foi impulsionado pela percepção de que as tarifas recíprocas anunciadas pelo governo dos EUA foram mais agressivas do que o esperado, aumentando os temores de uma desaceleração da economia global e redução na demanda pela commodity. Na Nymex, o WTI para maio caiu 6,64%, fechando a US$ 66,95 o barril, enquanto o Brent para junho recuou 6,42%, atingindo US$ 70,14 no ICE.
Além das tensões comerciais, os investidores ponderam um possível aumento na produção da Opep+ acima das expectativas, somado a dados preocupantes sobre comércio, emprego e atividade econômica nos EUA. Analistas destacam que o consumidor norte-americano e os fabricantes estrangeiros enfrentam dificuldades, pressionando ainda mais a demanda em um ambiente já fragilizado. O mercado de energia também reagiu a uma fuga de investimentos de risco, reflexo do clima de incerteza global.
Apesar do cenário volátil, analistas do Barclays projetam que o Brent deve se manter entre US$ 70 e US$ 80 por barril, com tendência de permanecer mais tempo acima desse patamar do que abaixo. Embora as importações de petróleo e gás estejam isentas das tarifas, os temores de recessão continuam a pesar nas expectativas de crescimento. A combinação entre demanda moderada e oferta restrita sugere que os preços do petróleo devem enfrentar pressões mistas nos próximos meses.