Uma pesquisa realizada pela Arko Advice na Câmara dos Deputados, divulgada nesta quarta-feira (2), mostrou que as medidas compensatórias do projeto de reforma do Imposto de Renda (IR) têm apoio majoritário, mas com margem estreita. Enquanto 51,88% dos deputados entrevistados apoiam a tributação para quem ganha acima de R$ 50 mil mensais como contrapartida à elevação da faixa de isenção para R$ 5 mil, 41,50% se opõem. Além disso, 56,60% dos parlamentares acreditam que o Congresso não deve aumentar a isenção além desse valor, contra 39,62% que defendem a ampliação.
O projeto de lei que isenta o IR para rendas de até R$ 5 mil recebeu apoio esmagador de 91,5% dos entrevistados. A proposta, enviada pelo governo em 18 de março, também reduz a tributação para faixas entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. A tramitação começará na Câmara, passará por comissões e, se aprovada, seguirá para o Senado, podendo sofrer alterações. Para valer em 2026, a reforma precisa ser sancionada ainda este ano.
Sobre a tributação dos mais ricos, a maioria (43,39%) rejeita aumentar o piso de R$ 50 mil, enquanto 25,47% são favoráveis. Entre os que defendem um valor maior, 34,42% sugerem R$ 100 mil, e 23,13% propõem R$ 70 mil. Um grupo de 29 deputados, que se manifestou sobre o tema, apoiou majoritariamente (86,20%) uma tributação acima de R$ 70 mil. A pesquisa ouviu 106 deputados de 16 partidos, respeitando a proporcionalidade partidária.