A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que todos os perfumes comercializados no Brasil tenham uma data de validade visível na embalagem, geralmente definida pelo fabricante com base em testes de estabilidade. Em média, o prazo é de 48 meses, mas pode variar conforme a composição do produto. Perfumes importados vendidos oficialmente no país também devem seguir essa regra, enquanto aqueles adquiridos no exterior podem não trazer a informação em português.
A degradação do perfume pode ser identificada por mudanças no cheiro, como notas metálicas ou rançosas, alterações na cor ou aparecimento de sedimentos. O armazenamento inadequado, expondo o produto à umidade, luz e calor, acelera esse processo e pode até reduzir o volume do frasco devido à evaporação do álcool. Embora os riscos à saúde sejam mínimos, perfumes vencidos ou mal conservados podem causar irritações na pele, como alergias, vermelhidão ou manchas, especialmente em fórmulas com óleos cítricos.
Para prolongar a vida útil do perfume, especialistas recomendam guardá-lo na embalagem original, em posição vertical, longe de banheiros e locais com variações de temperatura e umidade. Ambientes escuros e frescos, como guarda-roupas, são ideais. A atenção aos sinais de deterioração e o cuidado com o armazenamento são essenciais para manter a qualidade e a segurança do produto.