A artista Jen Byrne, criadora da lendária cantora de cabaré Weimar Bernie Dieter, encontra inspiração em experiências inusitadas desde a infância. Uma delas foi descobrir, ao acaso, um filme adulto alemão no final de uma fita de batismo, além de assistir clandestinamente a cenas proibidas de “The Rocky Horror Picture Show” quando criança. Essas vivências moldaram sua visão artística, que hoje desafia convenções sociais com um humor irreverente e uma abordagem radical.
Seu trabalho, que resgata o espírito libertário da República de Weimar, ganha relevância em um momento em que posturas ultraconservadoras sobre gênero e sexualidade ressurgem. A performance de Byrne não apenas entretém, mas também provoca reflexões, a ponto de influenciar uma espectadora a repensar seu casamento. Sua arte, portanto, vai além do entretenimento, tornando-se um ato político.
Com uma narrativa que mistura memórias pessoais e crítica social, Byrne cria um diálogo entre o passado e o presente. Seu cabaré, cheio de irreverência e ousadia, questiona normas e abre espaço para discussões sobre liberdade e identidade, mostrando como a arte pode ser tanto um espelho quanto um motor de transformação.