O Partido Liberal (PL) apresentou um documento à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados solicitando a sustação de uma ação penal movida contra um de seus parlamentares. A ação, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), envolve acusações como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. O partido argumenta que a Constituição permite a interrupção do processo enquanto o deputado mantiver o mandato, desde que os crimes tenham ocorrido após sua diplomação, em dezembro de 2022. Para aprovar o pedido, seriam necessários 257 votos.
O caso em questão trata de supostos crimes cometidos durante o exercício de funções públicas, incluindo alegações de descredibilização do sistema eleitoral e confronto com instituições democráticas. Investigações apontam trocas de mensagens que sugerem envolvimento em articulações contra o STF. A defesa do parlamentar nega as acusações, classificando as evidências como frágeis e destacando a ausência de ligação direta com atos ilícitos.
O pedido do PL será analisado pela Câmara em até 45 dias, conforme determina a Constituição. Enquanto isso, líderes partidários manifestaram apoio ao deputado, reiterando a tese de que os crimes alegados não teriam relação com seu mandato. O caso segue em aberto, aguardando decisões tanto no âmbito político quanto no judicial.