Os preços do ouro recuaram levemente nesta quinta-feira, 3, mas permaneceram acima dos US$ 3.100 por onça-troy, sustentados pela busca de proteção dos investidores diante da recente escalada tarifária liderada pelos EUA. O contrato para junho encerrou o dia a US$ 3.121,7, uma queda de 1,41% na Comex, divisão da Nymex. Analistas destacam que as medidas comerciais adotadas foram mais agressivas do que o esperado, alimentando temores de retaliações por parte de parceiros como China, Europa e Japão, o que deve continuar a impulsionar a demanda pelo metal.
Ao longo de 2025, o ouro já acumula alta superior a 15%, impulsionado por compras defensivas, preocupações com recessão e forte demanda de bancos centrais. Robert Crayfourd, gestor do fundo Golden Prospect Precious Metals, avalia que os riscos geopolíticos e as incertezas econômicas podem manter o metal valorizado no ano. Além disso, os bancos centrais seguem diversificando suas reservas diante da volatilidade do dólar, conforme apontou James Steel, analista do HSBC.
No entanto, fatores como um dólar mais forte, menos cortes de juros do que o previsto e possíveis reduções nas tensões geopolíticas podem limitar os ganhos do ouro. Steel também alerta que os preços elevados podem impactar a demanda física por joias e moedas, exercendo pressão sobre o metal. O cenário, portanto, segue cercado de desafios, mesmo com o atual ambiente de cautela entre os investidores.