O Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, tem suas raízes na França do século 16. Na época, o Ano Novo era comemorado entre março e abril, seguindo o calendário juliano. Com a adoção do calendário gregoriano em 1564, o rei Carlos IX estabeleceu 1º de janeiro como a nova data. Aqueles que resistiram à mudança e continuaram a celebrar na data antiga foram ridicularizados como “bobos de abril”, dando origem às brincadeiras que marcam a tradição.
A data ganhou popularidade global, com pegadinhas históricas em diversos países. No Brasil, o primeiro registro ocorreu em 1828, quando um jornal mineiro divulgou a falsa notícia da morte de Dom Pedro I. No Reino Unido, em 1980, a BBC pregaram uma peça ao anunciar que o Big Ben seria substituído por um relógio digital. Nos EUA, em 1992, uma rádio transmitiu uma entrevista falsa com um comediante se passando por um ex-presidente, causando grande repercussão.
Essas brincadeiras, muitas vezes elaboradas, reforçam o caráter lúdico da data. Embora algumas pegadinhas possam gerar controvérsias, a tradição persiste como uma forma leve de entretenimento, conectando culturas através do humor e da criatividade.