A oposição ao governo federal reforçou a estratégia de obstrução de pautas no Congresso, especialmente nas comissões, como forma de pressionar pela votação de um projeto que concede anistia a participantes dos protestos ocorridos após as eleições de 2022. Líderes partidários, incluindo representantes do PL, Progressistas e União Brasil, exigiram que a proposta fosse incluída na pauta do Colégio de Líderes ainda nesta semana, ameaçando manter a obstrução até que a demanda seja atendida. O presidente da Câmara foi abordado para que o tema fosse discutido em regime de urgência, sem passar pelas comissões técnicas.
O projeto, de autoria de um ex-parlamentar, prevê o perdão a caminhoneiros, empresários e manifestantes que participaram de atos em rodovias, quartéis ou redes sociais a partir do segundo turno das eleições. Embora não cite nomes específicos, a proposta pode beneficiar indiretamente figuras punidas pela Justiça Eleitoral por condutas relacionadas ao pleito de 2022. Um dos trechos prevê a revogação de restrições impostas pelo tribunal, incluindo inelegibilidades.
A obstrução, mecanismo regimental usado para retardar votações, tem sido adotada pela oposição como protesto. Parlamentares foram orientados a não comparecer a plenários e comissões, exceto à de Segurança Pública. A medida reflete a tensão política em torno do tema, enquanto aliados do governo descartam a possibilidade de pautar a anistia no curto prazo.