A oposição na Câmara dos Deputados decidiu adotar uma nova estratégia para acelerar a votação do projeto que prevê anistia para condenados pelos eventos de 8 de janeiro. Diante da orientação do presidente da Casa para que líderes partidários não assinassem o requerimento de urgência, os parlamentares passaram a coletar assinaturas individuais. Até o momento, já conseguiram 163 apoios, mas precisam de 257 – maioria absoluta – para que o tema seja pautado no plenário até a próxima quinta-feira (10).
A bancada governista se opõe à proposta, enquanto a oposição defende a medida e busca ampliá-la para beneficiar outras figuras políticas. Líderes da oposição afirmam que a obstrução das votações, usada como forma de pressão, continuará de maneira “responsável”, sem paralisar completamente os trabalhos. No entanto, o líder do PT avalia que a estratégia de obstrução e a própria proposta de anistia já foram “derrotadas” nesta semana.
O impasse reflete a polarização no Congresso, com a oposição insistindo em levar o projeto diretamente ao plenário, sem análise prévia em comissões especiais. Enquanto isso, o presidente da Câmara mantém-se alinhado ao PL, mas resiste a acelerar o processo, prolongando o debate sobre o tema.