Em 2024, as forças de segurança pública do Estado de São Paulo apreenderam 3,8 toneladas de drogas, incluindo crack, maconha e cocaína, durante operações na região conhecida como Cracolândia. Ao longo do ano, 20 ações policiais resultaram na prisão de 952 pessoas, sendo 827 homens e 125 mulheres. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O orçamento empenhado para as atividades da SSP-SP no mesmo ano foi de R$ 18 bilhões, conforme registrado no Portal da Transparência.
A Cracolândia, área marcada pela presença de pessoas em situação de vulnerabilidade social e dependência química, teve seu fluxo de usuários monitorado pelo governo paulista. Em dezembro de 2024, durante a última operação do ano, foram identificadas 453 pessoas no local, sendo 389 homens e 64 mulheres. A região também foi palco de polêmicas envolvendo a construção de um muro pela Prefeitura de São Paulo, que substituiu tapumes de metal considerados perigosos.
A construção do muro, com 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, gerou debates sobre arquitetura hostil e direitos da população em situação de rua. Um partido político ingressou com um ofício no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a demolição da estrutura, alegando que ela prejudicava os moradores da área. A Procuradoria Geral da República (PGR) recomendou que a prefeitura evitasse práticas que agravassem a vulnerabilidade social, enquanto a gestão municipal defendeu que o muro não confinava as pessoas, mas sim melhorava a segurança do local.