A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação para cumprir dez mandados de prisão contra suspeitos de participação no ataque de uma torcida organizada do Palmeiras a um ônibus de torcedores do Cruzeiro, ocorrido em outubro do ano passado. Cerca de 64 agentes participaram da ação, que incluiu também 12 ordens de busca e apreensão. Até o momento, não há confirmação de prisões, mas as investigações já identificaram novos envolvidos no episódio, que resultou em um morto, vários feridos e um veículo incendiado.
O caso, investigado pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, remonta a uma emboscada na rodovia Fernão Dias, onde um torcedor do Cruzeiro morreu após ser gravemente queimado. O ataque é visto como uma retaliação por um confronto anterior entre as mesmas torcidas em 2022, que deixou quatro pessoas baleadas. Desde então, 17 suspeitos já haviam sido presos, incluindo líderes de uma das organizadas.
O incidente levou a Confederação Brasileira de Futebol a determinar que o jogo entre Cruzeiro e Palmeiras no Brasileirão fosse realizado sem torcida. Além disso, autoridades judiciais discutiram a possibilidade de estender a regra de torcida única para clássicos interestaduais, como medida para evitar novos conflitos. A operação desta terça-feira marca mais um capítulo nas investigações sobre violência no futebol.