A Polícia Federal desmantelou um grupo criminoso envolvido no tráfico internacional de cocaína, que operava com um vocabulário próprio para despistar as investigações. Termos como “escama”, “café” e “mamadeiras” eram usados para se referir à droga e a etapas do esquema, que incluía o envio de cocaína para Europa e Dubai em garrafas térmicas e outros disfarces. Cinco pessoas foram presas, e três continuam foragidas, com mandados expedidos pela Justiça Federal.
O grupo agia de forma sofisticada, utilizando empresas de fachada registradas como Microempreendedores Individuais (MEI) para lavar dinheiro e ocultar a origem ilícita dos lucros. As investigações revelaram que a quadrilha manipulava a droga em laboratório, oferecendo versões de alta pureza (“exportação”) e diluídas (“peruana”), esta última misturada com substâncias como fentanil e cafeína. Anotações e conversas em códigos foram cruciais para desvendar o esquema.
A operação, batizada de “White Coffee”, teve início após a prisão de um dos líderes em 2024, que levou à descoberta de um laboratório clandestino em Campinas. Os crimes investigados incluem tráfico internacional, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem somar até 40 anos. A PF também bloqueou bens ligados ao grupo, encerrando uma rede que atuava tanto no mercado nacional quanto internacional.