Um secretário de Educação foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. A ação, batizada de Operação Overclean, está em sua terceira fase e apreendeu dólares, euros, joias e relógios de alto valor em uma residência ligada ao investigado. A quantia exata ainda está sendo contabilizada, mas estimativas preliminares indicam pelo menos R$ 100 mil em espécie.
As investigações apontam que uma organização criminosa teria direcionado verbas públicas de emendas e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, com suspeitas de superfaturamento e desvios. Entre os crimes investigados estão corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e obstrução da justiça. Autoridades ressaltam que os fatos em apuração estão relacionados a gestões anteriores em outra cidade, sem conexão direta com a atual função do secretário.
O prefeito da cidade onde o secretário atuava afirmou que o processo não tem relação com a administração local, destacando que as investigações referem-se a atos praticados em outra região. A defesa do investigado ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. A operação segue em andamento, com a PF analisando documentos e outros materiais apreendidos.