A ONU aprovou um pedido do Brasil para ampliar sua plataforma continental na Margem Equatorial, concedendo ao país direitos sobre uma área de aproximadamente 360 mil km² — equivalente ao território da Alemanha. A nova faixa, localizada além das 200 milhas náuticas da Zona Econômica Exclusiva, permitirá a exploração sustentável de recursos minerais e energéticos, como petróleo, gás natural e metais raros. A Marinha destacou que a expansão consolida o domínio brasileiro em uma região estratégica, fortalecendo a influência marítima do país.
A decisão foi resultado de quase uma década de negociações, incluindo sete anos de estudos técnicos e discussões entre especialistas brasileiros e a Comissão da ONU. Além do potencial econômico, a área oferece oportunidades para pesquisa científica e conservação ambiental, embora também exija maior capacidade de monitoramento e fiscalização por parte do Brasil. A Marinha ressaltou a necessidade de investimentos em tecnologia e infraestrutura naval para garantir a exploração equilibrada dos recursos.
Esta é a segunda de três submissões brasileiras a serem analisadas pela ONU, após a aprovação da Região Sul em 2019. A Margem Oriental-Meridional ainda está em avaliação. O Ministério das Relações Exteriores e a Marinha celebraram a decisão, classificando-a como um marco na definição das fronteiras marítimas do país. A expansão está alinhada com a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, que permite a ampliação de limites marítimos mediante comprovação científica da extensão da plataforma continental.