As Olimpíadas de Paris 2024 ilustraram a imprevisibilidade climática, alternando entre chuva, calor extremo e dias ensolarados. O aumento das temperaturas globais, impulsionado pela poluição de combustíveis fósseis, representa uma ameaça crescente para atletas e espectadores, com casos de exaustão e insolação se tornando mais frequentes. Uma análise do CarbonPlan alerta que, até 2050, muitas cidades tradicionais para sediar os Jogos de Verão ultrapassarão os limites seguros de calor e umidade, tornando inviável a realização do evento em locais como Atlanta, Pequim e Tóquio.
Alternativas estão sendo consideradas, como mudar o calendário para evitar o pico do verão, como fizeram Sydney (2000) e Brisbane (2032), ou escolher cidades de clima mais ameno, como Londres e Santiago. No entanto, mesmo algumas candidatas para 2036, como Ahmedabad e Doha, enfrentariam desafios significativos, exigindo adaptações como eventos noturnos ou em estações mais frescas. Cidades de alta altitude e regiões temperadas surgem como opções mais viáveis em um cenário de aquecimento contínuo.
Os Jogos de Tóquio 2020, os mais quentes já registrados, serviram de alerta, com atletas sofrendo insolação e provas sendo realocadas para Sapporo. Especialistas defendem ajustes nas regras esportivas, como mais substituições, e maior flexibilidade na programação para preservar a segurança dos competidores. A mensagem é clara: sem adaptações, o futuro das Olimpíadas de Verão está em risco, exigindo ação coordenada entre organizadores e cientistas climáticos.