A cegueira pode se desenvolver de forma assintomática e levar a danos irreversíveis na visão, mas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos poderiam ser evitados ou tratados. No Brasil, aproximadamente 6,5 milhões de pessoas possuem alguma deficiência ocular, com causas como catarata (responsável por 47% dos casos reversíveis) e glaucoma, que afeta cerca de 80 milhões globalmente. Pessoas com comorbidades, como diabetes e hipertensão, devem ter atenção redobrada, pois essas condições podem desencadear retinopatias e outros problemas oculares graves.
Entre os sinais de alerta destacados por especialistas estão visão turva, dor nos olhos, flashes de luz, manchas escuras e fotofobia. Se persistirem por mais de três dias, é essencial buscar avaliação médica. A prevenção começa ainda na maternidade, com o teste do olhinho, e deve continuar com exames regulares ao longo da vida, especialmente a partir dos 40 anos ou para quem tem histórico familiar de doenças oculares. Muitas condições, como glaucoma e retinopatia diabética, são silenciosas e só manifestam sintomas em estágios avançados.
A prevenção é a melhor estratégia para evitar a perda de visão, reforçando a importância de consultas oftalmológicas periódicas. Cuidar da saúde ocular vai além de enxergar bem – é uma questão de qualidade de vida. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, grande parte dos casos de cegueira pode ser evitada, preservando a visão e o bem-estar dos pacientes.