O presidente dos Estados Unidos anunciou um novo pacote de tarifas comerciais, batizado de “Dia da Libertação”, que impõe sobretaxas recíprocas a produtos importados de países com barreiras consideradas desproporcionais. A medida representa uma mudança radical na política comercial americana e aumenta a incerteza sobre a economia global. As tarifas variam conforme o país, indo de 10% para Brasil, Singapura e Reino Unido até 49% para o Camboja, com alíquotas intermediárias para nações como China (34%), União Europeia (20%) e Índia (26%).
Em discurso, o líder americano afirmou que a data marcará o “renascimento da indústria nacional” e criticou as tarifas aplicadas por outros países a produtos dos EUA, como os 10% cobrados pela UE sobre veículos americanos. No entanto, não mencionou as altas tarifas já impostas pelos próprios Estados Unidos, como os 25% sobre caminhões estrangeiros. Além disso, o governo americano confirmou uma nova tarifa de 25% sobre carros e autopeças importados, que entra em vigor imediatamente.
O conceito de tarifas recíprocas busca equiparar encargos comerciais, mas especialistas alertam que a medida ignora acordos multilaterais e pode acirrar disputas internacionais. A ordem executiva, em vigor desde fevereiro, visa promover um comércio “justo e recíproco”, mas analistas temem impactos negativos na inflação, emprego e investimentos globais. A medida segue em atualização, com possíveis reações dos países afetados.