O governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas sobre importações, desencadeando discussões sobre a metodologia utilizada para defini-las. Segundo análise citada, o cálculo não segue critérios econômicos convencionais, mas sim uma fórmula que divide o déficit comercial com cada país pelo valor total das importações, resultando em sobretaxas que variam de 10% a 50%. Países como Lesoto e São Pedro e Miquelão foram os mais afetados, enquanto o Brasil recebeu a tarifa mínima de 10%, embora o cálculo sugerisse um percentual menor.
A transparência e a precisão das justificativas para as tarifas foram questionadas, especialmente após revelações sobre inconsistências nas informações. Um exemplo citado foi a alegação de que o Canadá impõe tarifas excessivas sobre produtos lácteos americanos, o que foi contestado por só valer em casos excepcionais. Essas divergências levantaram preocupações sobre o impacto das medidas nas relações comerciais internacionais e a necessidade de maior clareza na aplicação das políticas.
O caso brasileiro ilustra as peculiaridades do método: com um déficit de US$ 300 milhões ante importações de US$ 40,6 bilhões, a tarifa calculada seria de 3,7%, mas o país foi incluído na faixa mínima. A comunidade internacional aguarda explicações mais detalhadas sobre os critérios adotados e suas consequências para o comércio global, enquanto analistas destacam a importância de dados precisos para evitar distorções e conflitos econômicos.