Em duas semanas, o Crédito do Trabalhador, modalidade de empréstimo consignado lançada pelo governo, registrou 532.743 contratos, totalizando R$ 3,3 bilhões em crédito. O valor médio por empréstimo foi de R$ 6.209,65, com parcelas de R$ 350,45 e prazo médio de 18 meses. A expectativa é incluir 25 milhões de pessoas no sistema em quatro anos, oferecendo taxas de juros mais baixas em comparação a outras linhas de crédito.
São Paulo e Rio de Janeiro lideram as adesões, com R$ 1,1 bilhão contratados, enquanto o Distrito Federal apresenta a maior média por empréstimo (R$ 9.809,75). A Paraíba tem a menor média (R$ 5.248,02), e o Amapá, o menor número de contratos. A modalidade, que utiliza até 10% do saldo do FGTS como garantia, visa substituir dívidas caras e reduzir o endividamento, mas enfrenta reclamações sobre as taxas de juros.
A partir de 25 de abril, todas as instituições financeiras poderão oferecer o crédito, e os trabalhadores terão a opção de migrar para propostas mais vantajosas. O Ministério do Trabalho destacou que o valor das parcelas não pode ultrapassar 35% da renda mensal, e há um prazo de sete dias para cancelamento sem custos.