O presidente dos Estados Unidos assinou um decreto que elimina a isenção tributária para pequenos pacotes importados da China, medida que pode impactar o comércio internacional. A regra, que antes se aplicava a envios de até US$ 800, agora sujeitará esses produtos a tarifas de 30% ou US$ 25 por item, valor que subirá para US$ 50 em junho. Autoridades americanas citaram o crescimento de plataformas de comércio eletrônico chinesas, como Shein e Temu, como motivadores para a mudança, já que o país processa mais de 4 milhões de pacotes isentos diariamente.
Além do aumento de custos, as empresas enfrentarão inspeções mais rigorosas e a necessidade de cumprir normas de segurança nacional e alimentar. Analistas avaliam que alguns produtos podem deixar de entrar nos EUA devido à carga tributária adicional. Dados oficiais mostram que, em 2024, 60% dos mais de 1,4 bilhão de pacotes isentos eram originários da China, e varejistas como a Amazon também podem ser afetados.
A medida já havia sido proposta anteriormente, mas foi revertida após problemas logísticos. Na ocasião, o governo chinês criticou a decisão, acusando os EUA de politizar questões comerciais. A mudança ocorre em um contexto de tensões comerciais entre as duas potências, com reflexos diretos no setor de e-commerce.