Mais de 452 mil trabalhadores da iniciativa privada contrataram empréstimos através do Crédito do Trabalhador até esta terça-feira (1º), totalizando R$ 2,8 bilhões em 453.494 contratos. A parcela média ficou em R$ 349,20, com prazo de 18 meses, e o valor médio por trabalhador atingiu R$ 6.240,57. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que trabalhadores com renda de até dois salários mínimos foram responsáveis por R$ 402,9 milhões, enquanto aqueles com renda superior a oito salários mínimos acessaram R$ 801,1 milhões.
Lançado em 21 de março, o Crédito do Trabalhador visa atender até 47 milhões de trabalhadores formais, incluindo domésticos, rurais e funcionários de microempreendedores individuais (MEI), desde que não tenham outro empréstimo consignado ativo. A contratação, disponível apenas na Carteira de Trabalho Digital, será ampliada para instituições financeiras via plataformas digitais a partir de 25 de abril. Na mesma data, será permitida a migração de contratos já existentes para a nova modalidade, mantendo o desconto em folha dentro da margem consignável de 35%.
O programa também permite que o trabalhador utilize até 10% do saldo do FGTS ou 100% da multa rescisória como garantia para quitar o empréstimo em caso de demissão. A iniciativa busca oferecer crédito acessível, com taxas reduzidas, e já liberou mais de R$ 2,3 bilhões até o final de março, reforçando sua adoção rápida no mercado.