O presidente dos Estados Unidos anunciou a implementação de tarifas recíprocas sobre importações, incluindo uma taxa de 10% para produtos brasileiros. As medidas, que entrarão em vigor a partir de 5 de abril, visam retaliar países que impõem barreiras comerciais aos EUA, com alíquotas equivalentes a pelo menos metade das cobradas sobre produtos americanos. O anúncio causou queda nos índices futuros do mercado financeiro, refletindo a preocupação dos investidores com os impactos econômicos globais.
O plano, chamado de “Dia da Libertação”, prevê tarifas individualizadas mais altas para nações com os maiores déficits comerciais com os EUA, como China e União Europeia. O presidente afirmou que as medidas buscam proteger a economia americana e incentivar a relocalização de fábricas para o território nacional. No entanto, a falta de clareza sobre como as taxas serão aplicadas tem gerado incertezas e reações em diversos países, incluindo o Brasil, onde o Senado aprovou um projeto autorizando retaliações a barreiras comerciais.
Além das tarifas recíprocas, outras medidas já em vigor incluem taxas de 25% sobre carros importados e produtos que não se enquadram no USMCA. O anúncio reforça a postura protecionista dos EUA, enquanto mercados e governos ao redor do mundo se preparam para os possíveis efeitos nas cadeias globais de comércio. A situação deve continuar a influenciar os fluxos financeiros e as relações econômicas internacionais nas próximas semanas.